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Brando – Canções que Minha Mãe me Ensinou

Nos últimos anos, minhas preferências de leituras mudaram bastante. Uma boa parte da minha biblioteca são livros-reportagens e biografias em detrimento da ficção.
Não sei o motivo, embora deva ter uma causa importante, talvez hoje ache a vida real muito mais surpreendente que a ficção, e a ficção tenha caído na banalidade do lugar-comum. Talvez.


Nestas leituras, biografias e autobiografias são um dos pratos mais interessantes, não pelo que dizem, mas pelo que se esconde nas entrelinhas.
Onde os aspectos não comentados pelos biografados revelam muito mais sobre suas personalidades do que os comentados.
É um jogo interessante.

 


E quando o biografado (ou autobiografado) em questão é um personagem tão repleto de idiossincrasias e contradições quanto Marlon Brando, o nível do jogo sobe.

 

Em Brando, uma coisa que fica evidente é a sombra da família arruinada, que o acompanhou por toda a vida, da mãe alcoólatra e infeliz, do pai física e emocionalmente brutal (e se percebe que por mais que ele diga que tudo era passado, se percebe que mesmo velho Brando não superou a relação de carência e ódio com ele).
E ao longo de várias histórias que passam pela fase de ouro hollywoodiana, os únicos momentos de afeição genuína que transparecem no livro, são quando ele fala das irmãs, que passaram pelo inferno familiar junto a ele.

 


Para quem se interessa pelos bastidores de Hollywood, uma boa leitura.

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